terça-feira, 4 de novembro de 2008

destino incerto

Tem uma história que eu presenciei sem querer que eu nunca esqueço. Uma dessas histórias sem final, ao menos eu não sei o final né.
O que eu mais gosto dela, é que mesmo depois de tantos anos, eu ainda lembro exatamente cada mínimo detalhe do começo e até hoje, eu posso ficar imaginando e mudando e dando o meu "final".
Eu tava indo pra Curitiba, sei la que ano era, 2003 eu acho. Viagem longa de ônibus. Horas e horas olhando pela janela, sem ter o que fazer e imaginando/pensando/viajando sobre todas as coisas do mundo. Era o meu tempo, o meu espaço, o meu mundo.
Eu tinha uma sorte danada porque eu sempre viajava sozinha na poltrona.
Eu não sei até onde isso é sorte... não até depois desse dia.
Enquanto eu estava sentandinha naquela poltrona dura, apertada (minhas longas pernas me privam de um bom aconchego em qualquer poltrona econômica) com um milhão de coisas na cabeça e sem conseguir pôr uma ordem aos meus pensamentos, fui interrompida por um barulinho terrível e xexelento de alguém vomitando.
Era a moça que estava sentada na poltrona da frente mas do lado direito. Essa moça começou a passar muito mal, ela não para de vomitar. Todo mundo ficou preocupado, o ônibus (desviando o caminho) parou numa cidadezinha no meio do nada para comprar um remédio pra ela. E nada dessa mulher parar de vomitar. Jeová.
Aí, o rapaz que estava ao lado dela, cuidou da moça a noite inteirinha. :~
De certo, eles nunca tinham se visto na vida. Sentaram um ao lado do outro na poltrona, por conta do destino. E naquela noite, ela precisou dele.
E la estava ele, dando água pra ela, deixou ela deitar no colo dele, fazia carinho, passava a mão nos cabelos, pegava saquinhos de vômito das poltronas ao redor pra dar à ela.
Cuidou dela como se fosse sua filha. Mulher. Sei la.
Como ela não parava de passar mal e ninguém mais estava aguentando e ainda faltava chão pra burro até Curitiba, ela desceu no meio do caminho numa cidade que nem me lembro o nome.
Ele?
Desceu com ela.

O final fica por sua conta. Dê um destino à eles...

3 comentários:

Olívia Andreolli Gonçalves disse...

ai, gente. o meu com certeza seria um final não muito feliz. um estilo closer, sabe? mas eu sou amarga, haha

lucytolucy. disse...

eu prefiro nao terminar a historia, o destino se encarrega disso.
vou apenas imaginar como seria.

Anônimo disse...

Tod@ romântic@ que se preze vai dar o final do "viveram felizes para sempre".
E eu não tiro o meu da reta!
S2